No segundo dia da greve dos bancários, a adesão ao movimento em Açailândia ainda ocorre de forma discreta. Nesta quinta-feira (10), entre as agências bancárias existentes no município, a Caixa Econômica Federal apresenta adesão máxima à paralisação.
Nas demais instituições, a mobilização é mínima, com o atendimento e o funcionamento das unidades ocorrendo, em grande parte, dentro da normalidade.
Na agência do Banco do Brasil, por exemplo, no primeiro dia do movimento, foi colocado um adesivo alusivo à greve. Já nesta quinta-feira, o material havia sido retirado e a agência funcionava normalmente.
A situação mostra que, apesar da paralisação ter abrangência nacional em determinadas instituições, a adesão em Açailândia apresenta diferenças entre as agências.
GREVE TEM FOCO NA CAIXA E EM PARTE DO BANCO DO BRASIL
A paralisação iniciada em 08 de setembro ocorre principalmente entre os empregados da Caixa Econômica Federal, que entraram em greve por tempo indeterminado após rejeitarem a proposta apresentada pelo banco para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
No Banco do Brasil, a paralisação ocorre de forma parcial, atingindo bases sindicais que rejeitaram a proposta apresentada pela instituição.
Já os bancários dos bancos privados aprovaram a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026/2028. O acordo prevê reposição integral da inflação medida pelo INPC, acrescida de aumento real de 0,6% em 2026 e 2027, além de avanços em temas como saúde, combate ao assédio, direito à desconexão e proteção ao emprego.
PRINCIPAL IMPASSE ENVOLVE O PLANO DE SAÚDE
No caso da Caixa, um dos principais pontos de conflito está relacionado às mudanças no custeio do plano de saúde dos empregados. A rejeição da proposta apresentada pelo banco levou trabalhadores de diversas bases sindicais a aprovarem a paralisação.
As negociações continuam, e a Caixa apresentou uma nova proposta nesta quinta-feira (10), enquanto os trabalhadores avaliam os próximos passos do movimento.
Em Açailândia, entretanto, o segundo dia da greve segue marcado por uma adesão desigual entre as instituições, com a Caixa apresentando paralisação mais evidente e outras agências mantendo o funcionamento praticamente normal.
A reportagem continuará acompanhando a movimentação nas agências bancárias de Açailândia e eventuais mudanças na adesão ao movimento.
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