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JÉSSICA PAOLA, FILHA DO RADIALISTA JORGE LANÇA SEU QUARTO LIVRO NA BIENAL DO LIVRO DE SÃO PAULO

Escritora paraense radicada no Rio participa de mesa sobre memória e pertencimento e apresenta “Meu Nome é um Lugar Longe”, pela Editora Urutau.

A escritora paraense Jéssica Paola lança, no dia 6 de setembro, seu quarto livro, “Meu Nome é um Lugar Longe”, durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Publicada pela Editora Urutau, na coleção “Quem Dera o Sangue”, pelo selo Hecatombe, a obra reúne contos de temática feminina que abordam identidade, pertencimento, afeto, deslocamentos e diferentes formas de reconstrução do eu.

Antes do lançamento, no sábado (5), às 17h30, Jéssica participa da mesa-redonda “Palavra, memória e pertencimento”, ao lado das escritoras Lua Negrão e Maria Vilani, mãe do artista Criolo.

Entre a Amazônia e a vida urbana do Rio

Radicada no Rio de Janeiro, Jéssica Paola constrói sua produção literária a partir de referências da oralidade amazônica, das experiências na cidade do Rio, das viagens e deslocamentos pelo país e das histórias familiares.

Filha de um jornalista paraense que vive no Maranhão e de uma ceramista cearense radicada no Rio, a escritora também desenvolve trabalhos no audiovisual e nas artes visuais. Seus livros já foram lançados em Portugal e Angola.

No cinema, Jéssica participou como co-roteirista, produtora e assistente de direção do documentário ficcional “Vidas Cinzas”, que contou com Marielle Franco e Wagner Moura. A produção participou de mais de 100 festivais e recebeu 36 prêmios.

Em 2026, a escritora também participou da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), integrando a mesa “Estado de criação: autoria, deslocamento e alteridade”, ao lado das escritoras Ana Helena Amarante, Fernanda Hamann e Lua Negrão.

Escrita marcada pelo fantástico e pela poesia

Influenciada pela escritora espanhola Rosa Montero, Jéssica apresenta em sua obra uma escrita marcada pela linguagem poética, visceral e imagética.

No conto “Petra”, que integra o novo livro, a autora explora a relação entre criação, violência, memória e linguagem por meio de uma narrativa que apresenta uma personagem diante de seus próprios conflitos e monstruosidades.

Jéssica publicou seu primeiro livro aos 15 anos. Ao longo da carreira, lançou “Seja O Que Flor”, “Maria” e “A Mulher que Morreu da Linguagem”.

Obras anteriores

“A Mulher que Morreu da Linguagem” reúne contos que transitam entre a prosa poética e o fantástico. A obra utiliza elementos como o mar, objetos personificados e a natureza para propor diferentes formas de perceber o cotidiano. O livro foi publicado pela Editora Chiado e lançado na Bienal de São Paulo em 2018, com publicação também em Angola.

“Maria” apresenta uma coletânea de contos protagonizados por diferentes personagens chamadas Maria. A obra percorre sotaques, paisagens e modos de falar do Brasil, valorizando a oralidade e a diversidade cultural do país.

Já “Seja O Que Flor” é um romance infantojuvenil de fantasia poética que acompanha uma bruxa e uma fada em um universo onde flores guardam memórias e antigos encantamentos interferem no destino. O livro foi publicado pela Editora Chiado e lançado no Brasil, em Portugal e em Angola.

Novo livro

Em “Meu Nome é um Lugar Longe”, Jéssica Paola reúne contos que atravessam temas como afetos, deslocamentos, identidade e diferentes formas de monstruosidade. A obra apresenta personagens femininas em processos de enfrentamento, apagamento e reconstrução, explorando a complexidade das experiências das mulheres.

O lançamento acontece no dia 6 de setembro, durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

Serviço

  • Livro: “Meu Nome é um Lugar Longe”
  • Autora: Jéssica Paola
  • Editora: Urutau – Selo Hecatombe
  • Coleção: Quem Dera o Sangue
  • ISBN: 978-65-6035-005-2
  • Páginas: 64
  • Preço: R$ 40
  • Lançamento: 6 de setembro
  • Local: Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Vale ressaltar que Jéssica Paola é filha do radialista, escritor e jornalista Jorge Lança Quadros, que também é diretor da Rádio Marconi FM, em Açailândia.

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