Raimundo Santos Rodrigues, de 54 anos, foi morto a tiros em uma emboscada no dia 25 de agosto de 2015.
O réu Francisco da Silva Souza, envolvido no assassinato do ambientalista Raimundo Santos, na zona rural de Bom Jardim, foi condenado a 35 anos de prisão. O julgamento ocorreu no Fórum de Justiça de Bom Jardim.
Antes do início da sessão, familiares e amigos de Raimundo Santos realizaram uma manifestação em frente ao Salão do Júri. O caso representou o fim de uma busca por justiça que se arrastava há mais de 10 anos.
Assassinato do ambientalista Raimundo Santos Rodrigues
Raimundo Santos Rodrigues, de 54 anos, foi morto a tiros em uma emboscada no dia 25 de agosto de 2015. Os dois acusados pelo crime foram presos dois dias após o ocorrido. O caso teve grande repercussão em todo o Brasil, pois Raimundo fazia parte do Conselho de Proteção da Reserva Biológica do Gurupi, e sua atuação em defesa do meio ambiente foi apontada como motivo para o crime.
Sua esposa, Maria da Conceição Chaves Lima, também foi baleada, mas sobreviveu. A investigação foi conduzida pela Polícia Federal e acompanhada pela ONG Justiça Global, que atua na defesa de direitos humanos no Brasil, especialmente para ambientalistas. Raimundo já vinha sofrendo ameaças devido à sua atuação.
A Polícia Federal indicou como mandantes do crime o fazendeiro José Escórcio Cerqueira, de 82 anos, e seu filho, José Escócio Filho. Durante o processo, José Escórcio assumiu a responsabilidade pelo crime e implicou Francisco da Silva Souza. A acusação afirmou que Francisco recebeu R$ 10 mil e contratou dois pistoleiros para executar Raimundo Santos.
Um dos pistoleiros foi morto no dia seguinte ao crime, enquanto o segundo nunca foi identificado. José Escócio Cerqueira faleceu de causas naturais em 2017.
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