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EXEMPLO: ESTUDO REVELA QUE COMPORTAMENTO DOS PAIS É FATOR DECISIVO NO CONSUMO DE ÁLCOOL POR ADOLESCENTES

Pesquisa brasileira com mais de 4 mil jovens aponta que equilíbrio entre afeto e limites reduz riscos, mas abstinência dos pais é o principal fator de proteção.

Um estudo brasileiro publicado em novembro de 2025 reforça a influência direta dos hábitos dos pais sobre o comportamento dos filhos adolescentes em relação ao álcool e outras drogas. A pesquisa, que acompanhou 4.280 jovens e seus respectivos responsáveis em municípios paulistas, evidencia que a estrutura educacional da família pode atuar tanto como barreira protetora quanto como fator de risco.

Os pesquisadores identificaram que o estilo de criação “autoritativo” — que combina acolhimento, diálogo e monitoramento constante — é o que oferece maior proteção aos jovens. Em contrapartida, perfis permissivos ou negligentes, marcados pela falta de regras ou pelo distanciamento emocional, não apresentaram eficácia na prevenção.

Segundo a professora Zila Sanchez, da Unifesp e autora principal do estudo, o estabelecimento de limites claros e o afeto são fundamentais para reduzir a probabilidade de uso precoce, mesmo em lares onde os adultos consomem substâncias lícitas.

A associação mais forte encontrada pela pesquisa diz respeito à abstinência: quando os pais não consomem álcool ou drogas, cerca de 89% dos filhos também se mantêm abstêmios. Por outro lado, o consumo frequente pelos responsáveis aumenta significativamente as chances de os adolescentes seguirem o mesmo padrão.

Quando os pais utilizam múltiplas substâncias, o risco de o jovem também consumir diversos tipos de drogas sobe para 28%.

A coleta de dados, realizada entre 2023 e 2024, revelou que 20% dos adolescentes com idade média de 14 anos consumiram álcool recentemente, sendo que 11% relataram episódios de uso excessivo.

O estudo, financiado pela Fapesp, busca fundamentar políticas públicas que combatam o início precoce do consumo, visando reduzir danos futuros como dificuldades de aprendizagem, transtornos mentais e doenças crônicas.

Especialistas reforçam que a combinação de presença familiar e comunicação aberta continua sendo a estratégia mais eficaz para a saúde pública nesta faixa etária.

Jornal Pequeno

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