Um crime de extrema violência chocou moradores da zona rural de Amarante do Maranhão neste domingo, 11 de janeiro de 2026. O caseiro Daniel Miranda da Silva, que estava desaparecido desde o dia 10, foi assassinado com um tiro na cabeça, teve o corpo parcialmente queimado e, em seguida, ocultado em uma cisterna com cerca de 20 metros de profundidade, em uma fazenda da região.
Inicialmente, a companheira da vítima, Elizângela Herculano Paiva, informou ao patrão que Daniel teria enviado uma mensagem de texto dizendo que estava indo embora com outra mulher. No entanto, familiares estranharam a versão, já que Daniel tinha pouca escolaridade e costumava se comunicar por áudios, não por mensagens escritas. A Polícia foi acionada e, durante as diligências, encontrou o celular da vítima dentro da residência, o que levantou ainda mais suspeitas.
Diante das contradições, Elizângela acabou confessando o crime. Segundo o depoimento, ela contou com a ajuda de Raimundo Nonato Pereira da Silva, apresentado inicialmente como tio, mas depois identificado como comparsa. Raimundo teria efetuado um disparo de espingarda calibre .32 na cabeça da vítima, conforme relato da própria companheira.
Após o homicídio, o corpo de Daniel foi retirado da residência, submetido à ação do fogo — resultando em carbonização parcial — e posteriormente jogado dentro de uma fossa/cisterna na propriedade rural, na tentativa de ocultar o cadáver.
Perícia confirma dinâmica do crime
O Instituto de Criminalística de Imperatriz, por meio do Plantão de Perícias Externas, realizou atendimento pericial no local, situado a cerca de 4 quilômetros da área urbana de Amarante do Maranhão. Os peritos identificaram que o local primário do crime foi um quarto da residência do caseiro.
Além disso, vestígios compatíveis com sangue humano foram encontrados em um curral da propriedade. Todo o material foi devidamente coletado e encaminhado para exames laboratoriais, que irão auxiliar na confirmação técnica dos fatos.
As informações divulgadas até o momento têm caráter preliminar e técnico, estando condicionadas aos resultados dos laudos periciais conclusivos.
Prisões e investigação
A Força Tática do 34º BPM de Amarante do Maranhão foi até a fazenda após denúncia do desaparecimento. No local, encontrou Elizângela e Raimundo. Durante a abordagem, foram apreendidos a espingarda utilizada no crime, cartuchos deflagrados, o celular da vítima, além de uma motocicleta e outros objetos.
No trajeto até a Delegacia de Polícia Civil de Imperatriz, ambos confessaram o crime. Raimundo alegou ter agido em defesa da companheira, versão negada por Elizângela.
Os dois foram presos em flagrante e autuados por:
Homicídio qualificado (uso de arma de fogo e meio cruel);
Ocultação de cadáver (queima e ocultação em fossa);
Posse irregular de arma de fogo.
Com apoio do Corpo de Bombeiros, a Perícia Criminal segue realizando buscas e trabalhos técnicos para a remoção completa dos restos mortais da vítima.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura a real motivação do crime.
A atuação rápida da Força Tática do 34º BPM foi fundamental para a elucidação inicial do caso e a prisão dos suspeitos.
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