Adevaldo Rocha, natural de Estreito, informou nesta sexta-feira (16), por meio das redes sociais, que ficou gravemente ferido durante um combate na guerra entre Rússia e Ucrânia.
O maranhense Adevaldo Rocha, natural de Estreito, informou nesta sexta-feira (16), por meio das redes sociais, que ficou gravemente ferido durante um combate na guerra entre Rússia e Ucrânia. O jovem perdeu parte de um dos braços e sofreu ferimentos provocados por estilhaços em várias partes do corpo. Segundo ele, o tratamento já está sendo realizado em um hospital.
Adevaldo também tranquilizou familiares e amigos sobre seu estado de saúde. Em julho deste ano, ele passou a integrar o grupo de voluntários que combatem ao lado das Forças Armadas da Ucrânia.
Com o relato de Adevaldo, quatro maranhenses têm registros de envolvimento no conflito com consequências graves: dois morreram em combate e outros dois sofreram ferimentos que resultaram em amputações.
Dois maranhenses morreram na guerra
Um dos mortos é Leotan Vieira Abreu, natural de Imperatriz. Segundo um colega que também participa dos combates, ele morreu após pisar em uma mina terrestre.
Leotan morava no povoado Lagoa Verde, na zona rural de Imperatriz, com a mãe, o padrasto e os irmãos. Antes de viajar para a Ucrânia, trabalhava como motorista.
De acordo com a família, o jovem acompanhava o conflito desde 2022 e começou a pesquisar sobre o alistamento para lutar ao lado das forças ucranianas. Ele recebeu autorização para viajar em junho deste ano, deixou o emprego e seguiu para a Ucrânia em julho.
Sem experiência em combate, Leotan passou por um treinamento de curta duração já em território ucraniano. Posteriormente, foi enviado para uma região próxima à fronteira com a Rússia.
O último contato com a família ocorreu em 17 de agosto. Depois disso, os parentes receberam a confirmação da morte por meio de um colega que estava na região do conflito.
A família ainda tenta contato com o governo ucraniano para providenciar o traslado do corpo ao Brasil. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que está à disposição para prestar assistência aos familiares.
Leotan foi o segundo maranhense a morrer na guerra. Em julho deste ano, Mateus Sandyel, de 24 anos, também morreu em uma zona de combate. Desde maio, ele publicava nas redes sociais imagens e vídeos relacionados à rotina no conflito.
Outro maranhense teve parte da perna amputada
Além de Adevaldo, o maranhense Rafael Paixão também sofreu ferimentos graves na guerra. Em julho de 2025, ele teve parte da perna esquerda amputada após pisar em uma mina-borboleta, artefato explosivo de pequeno porte e considerado altamente perigoso.
Os casos dos quatro maranhenses evidenciam as consequências do envolvimento de voluntários do estado no conflito: Mateus Sandyel e Leotan Vieira Abreu morreram, enquanto Rafael Paixão e Adevaldo Rocha sofreram ferimentos que levaram à amputação de parte de um dos membros.
A guerra entre Rússia e Ucrânia começou em fevereiro de 2022, quando tropas russas invadiram o território ucraniano. Desde então, o conflito tem mobilizado militares e voluntários de diferentes países.
Difusora News
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