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MARANHÃO: MULHERES OCUPAM 39,1% DOS EMPREGOS FORMAIS EM GRANDES EMPRESAS NO ESTADO

Dados de 2025 indicam avanço na participação feminina, mas desigualdade salarial ainda persiste no estado.

As mulheres representavam 39,1% dos vínculos empregatícios em estabelecimentos com 100 ou mais empregados no Maranhão em dezembro de 2025. Ao todo, o estado contabilizava 675 empresas desse porte, responsáveis por 242,9 mil postos formais de trabalho. Desses, 95,2 mil eram ocupados por mulheres, sendo a maioria por mulheres negras, que somavam 77,3 mil (81,2%), enquanto 17,8 mil vagas eram ocupadas por mulheres não negras (18,7%).

Entre os homens, havia 147,7 mil empregados nessas empresas, dos quais 125,7 mil eram negros (85,1%) e 21,9 mil não negros (14,8%). As informações fazem parte do Painel do Relatório de Transparência Salarial, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego em conjunto com o Ministério das Mulheres, dentro do 5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial.

Em nível nacional, o estudo aponta que o mercado formal apresentou crescimento em 2025, com aumento da presença feminina, especialmente de mulheres negras. Entre 2023 e 2025, o número de mulheres pretas e pardas em empresas com 100 ou mais funcionários cresceu 29%, passando de 3,2 milhões para 4,2 milhões. No total, o contingente feminino subiu 11%, alcançando 8 milhões de trabalhadoras formais.

Apesar do avanço, o relatório destaca a permanência da desigualdade salarial. No Maranhão, a remuneração média das mulheres em grandes empresas foi de R$ 2.771,59, enquanto os homens receberam, em média, R$ 3.314,80. Entre as mulheres, as negras tiveram rendimento médio de R$ 2.555,93, abaixo das não negras, que registraram R$ 3.756,69. Já entre os homens, os negros receberam, em média, R$ 3.084,42, e os não negros, R$ 4.705,32.

No cenário nacional, as mulheres ganharam, em média, 21,3% a menos que os homens em 2025 no setor privado com empresas de maior porte, percentual superior ao registrado em 2023 (20,7%). Na admissão, a diferença também aumentou, com salários femininos cerca de 14,3% inferiores aos masculinos.

O levantamento também mostra que 24,5% dos estabelecimentos maranhenses adotam políticas de incentivo à contratação de mulheres. Entre essas iniciativas, 3,4% são voltadas a vítimas de violência doméstica, 12,6% a mulheres LGBTQIAP+, 14,2% a mulheres com deficiência e 17,8% a mulheres negras.

Autoridades destacaram que, além da equiparação salarial, é necessário avançar em condições de trabalho e oportunidades de crescimento profissional. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que o debate vai além dos salários e envolve também funções, direitos e igualdade de condições. Já o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ressaltou a importância de ampliar a presença feminina em cargos de maior hierarquia.

O relatório ainda aponta crescimento no número de empresas com mulheres em posições de liderança e na adoção de políticas de inclusão. Entre 2023 e 2025, aumentou em 12% o número de estabelecimentos com presença feminina em cargos de gerência e direção suficiente para análise de paridade salarial, chegando a 13,7 mil empresas.

No Brasil, o número de empresas com 100 ou mais empregados cresceu 5,5% no período, alcançando 53,5 mil estabelecimentos. O total de empregos nesse grupo subiu 7%, chegando a 19,3 milhões de vínculos formais. Segundo o estudo, o salário médio nacional é de R$ 4.594,89, com mediana de R$ 2.295,36.

A pesquisa também dimensiona o impacto econômico da desigualdade salarial. Para que a renda das mulheres acompanhasse sua participação no mercado formal — atualmente em 41,4% — seria necessário um acréscimo anual de R$ 95,5 bilhões. Esse ajuste elevaria em mais de 10% a massa total de rendimentos do país, indicando efeitos positivos na economia e na distribuição de renda.

Por fim, o relatório mostra que a diferença salarial varia conforme o porte das empresas. Em estabelecimentos menores, com até 250 empregados, a remuneração inicial feminina chega a cerca de 90% da masculina. Já nas empresas maiores, onde os salários são mais elevados, a disparidade tende a ser mais significativa.

*Fonte: GOV

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