O pai de Silvana Lisboa já havia sido sepultado há cerca de seis meses. Segundo a professora, o túmulo já havia sido alvo de uma tentativa de violação em fevereiro.
A professora Silvana Lisboa da Conceição, de 53 anos, vive dias de revolta e sofrimento após o corpo do pai, o senhor Sebastião da Conceição, ser furtado de um túmulo no Cemitério Municipal da Matinha, em São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís. O crime ocorreu na madrugada d dia 18 de abril, último sábado.
Silvana contou a O Imparcial que recebeu a notícia no domingo (19) e descreveu o impacto emocional na família. “Desde o último ocorrido, nós estamos dormindo apenas à base de remédio, sem entender, esperando respostas, sem entender o porquê que fizeram isso com o corpo do nosso pai”, relatou. O pai dela havia sido sepultado há cerca de seis meses.
Segundo a professora, o túmulo já havia sido alvo de uma tentativa de violação em fevereiro deste ano, quando criminosos tentaram levar o corpo, mas não conseguiram. Silvana também cobrou explicações e fez um apelo às autoridades. “Apenas quero respostas condizentes sobre o desaparecimento do corpo do meu pai. Tendo em vista que ele nunca teve desafeto com ninguém, muito íntegro, amável e muito querido. Espero que as autoridades nos deem resposta quanto ao caso”, declarou.
Apenas quero respostas condizentes sobre o desaparecimento do corpo do meu pai. Tendo em vista que ele nunca teve desafeto com ninguém
Família criticou a estrutura do cemitério
Além da dor, a familiar criticou a estrutura do cemitério e apontou falhas na segurança do local. “Eu acredito sim que houve falha por parte da administração do cemitério, haja vista que o mesmo não tem uma boa iluminação, não tem segurança e muito menos uma câmera que possa dar um suporte melhor ao cemitério”, afirmou.
Ela também questionou a falta de providências após a primeira tentativa de arrombamento. “Apenas quero respostas condizentes sobre o desaparecimento do corpo do meu pai. Tendo em vista que ele nunca teve desafeto com ninguém, muito íntegro, amável e muito querido. Espero que as autoridades nos deem resposta quanto ao caso”, declarou.
Diante da situação, Silvana informou que já registrou boletim de ocorrência e pretende buscar responsabilização judicial. “Eu já entrei com advogado e vou recorrer também ao Ministério Público quanto a essa situação, haja vista que até o momento eu não tenho nenhuma resposta de onde se encontra o corpo do meu pai”, afirmou. De acordo com a administração do cemitério, a violação foi identificada por funcionários, que acionaram a Polícia Militar.
O caso foi registrado na Delegacia da Cidade Operária, em São Luís. Imagens de câmeras de segurança de áreas próximas foram reunidas e devem auxiliar nas investigações. Em nota, a Polícia Civil do Maranhão informou que o caso está sendo investigado pela delegacia especializada de São José de Ribamar, que realiza diligências para identificar os responsáveis.
Até o momento, não há informações sobre o paradeiro do corpo, e a família segue à espera de respostas.
Eu acredito sim que houve falha por parte da administração do cemitério, haja vista que o mesmo não tem uma boa iluminação, não tem segurança e muito menos uma câmera que possa dar um suporte melhor ao cemitério.
O Imparcial
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