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MARANHÃO: DEBATE DISCUTE REGRAS E RESPONSABILIDADES NA PULVERIZAÇÃO AÉREA NO CAMPO

No último dia 22 de abril, a Aprosoja Maranhão foi anfitriã de um importante debate voltado ao alinhamento de práticas e normas relacionadas à pulverização aérea no estado, envolvendo tanto aeronaves tripuladas quanto drones.

O encontro reuniu produtores rurais de diversas regiões e representantes de várias instituições, como a Aprosoja Meio Norte, Coopab, Sindicato Rural de Imperatriz, Sindicato dos Produtores Rurais de Açailândia, além de órgãos estaduais e federais como o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão, o Conselho Estadual de Meio Ambiente do Maranhão e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão.

Também participaram representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Maranhão, da Ordem dos Advogados do Brasil, sindicatos da aviação agrícola, empresas do setor e secretarias municipais de Açailândia e outras cidades.

Preocupação com deriva de defensivos

Um dos principais pontos discutidos foi o aumento de denúncias relacionadas à deriva de defensivos agrícolas — especialmente herbicidas voláteis — que têm afetado lavouras, sobretudo de soja. Segundo produtores, a aplicação inadequada, principalmente em áreas de pecuária, tem causado prejuízos significativos.

Fiscalização e capacitação como prioridade

Durante a reunião, foi destacado que já existe uma legislação federal consolidada sobre o tema. No entanto, os participantes reforçaram a necessidade de maior fiscalização, além de investimentos em treinamento e capacitação dos profissionais envolvidos nas aplicações.

Outro ponto importante debatido foi a corresponsabilidade dos proprietários rurais pelos possíveis danos causados a terceiros, reforçando a importância do cumprimento das normas e do uso correto das tecnologias disponíveis.

Conscientização e boas práticas

Também foi defendida a realização de campanhas de conscientização sobre os limites legais de aplicação próximos a comunidades e áreas urbanas, além do uso adequado de produtos, respeitando as recomendações dos fabricantes — especialmente no caso de herbicidas que não devem ser aplicados por via aérea.

O presidente da reunião, Gesiel Dal Pont, destacou a importância da responsabilidade no campo:

“Temos a obrigação de continuar adotando boas práticas, garantindo uma convivência harmoniosa e uma produção eficiente, com tecnologia e responsabilidade social. A saúde da população depende diretamente da qualidade dos alimentos produzidos no campo.”

O encontro reforçou o compromisso do setor agrícola maranhense com a produção sustentável, aliando produtividade, respeito ambiental e segurança para toda a população.

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