MARANHÃO: ESTADO REGISTRA 832 CASOS DE LEISHMANIOSE EM 2024 E 30 MORTES PELA DOENÇA NOS ÚLTIMOS DOIS ANOS
Segundo o Ministério da Saúde, o estado, junto com o Tocantins, é considerado de risco muito intenso para infecções da doença.
Caxias, a 365 km de São Luís, registrou o primeiro caso de malária confirmado em 2025. O paciente é um homem de 20 anos que contraiu a doença enquanto vivia em uma área de garimpo na Guiana Inglesa, localizada na costa norte da América do Sul.
Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos dois anos, 30 pessoas morreram em decorrência da doença no Maranhão. O estado, junto com Tocantins, é considerado de risco muito intenso para infecções. É fundamental orientar a população sobre como a doença se transmite e quais são os mosquitos responsáveis.
A prevenção é um aspecto crucial na luta contra a leishmaniose. Para isso, é necessário cuidar dos animais e do ambiente onde vivemos, evitando o descarte inadequado de lixo, que pode contribuir para a proliferação dos mosquitos. A maior incidência da leishmaniose ocorre em cidades litorâneas. Em São Luís, a doença foi identificada pela primeira vez na década de 1918, com o primeiro caso registrado no bairro de São Bernardo.
No ano passado, foram registrados 32 casos na capital, sendo 19 do tipo visceral e 13 do tipo tegumentar, conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS). A maioria dos casos de leishmaniose visceral ocorreu entre homens, enquanto a forma tegumentar predominou entre as mulheres. Os sintomas da leishmaniose visceral incluem febre, emagrecimento, anemia, aumento do fígado e baço e hemorragias. Já a forma tegumentar causa lesões na pele, comumente úlceras que podem afetar as mucosas do nariz e da boca em casos mais graves.
Para prevenir a leishmaniose, recomenda-se o uso de coleiras repelentes em cães. Esse trabalho já é realizado desde 2020 em Caxias, onde cerca de 12 mil cães recebem uma coleira impregnada com inseticida a cada seis meses para afastar o mosquito transmissor da doença. Em São Luís, essa iniciativa ainda não foi implementada.
De acordo com a Semus, está sendo realizada campanhas de conscientização sobre os riscos da doença e a importância do tratamento precoce. A Unidade de Vigilância em Zoonoses atende animais com suspeita da doença e realiza inquéritos sorológicos para identificar os casos. Além disso, realiza o resgate de animais de rua com sintomas.
Para complementar as ações do poder público, veterinários recomendam que a população tome medidas preventivas em casa. Para o médico veterinário Arnaldo Muniz, a instalação de telas de proteção e a limpeza dos ambientes são essenciais para evitar o acúmulo de sujeira que possa atrair o mosquito transmissor.
‘’Fatores ambientais como desmatamento e ocupação desordenada também contribuem para a transmissão da doença. Com o desaparecimento dos habitats naturais dos mosquitos que se alimentam de animais silvestres, eles começam a buscar ambientes urbanos e domésticos’’, alerta o médico.
Atualmente, os cães são considerados reservatórios naturais e domésticos da leishmaniose. As medidas de controle envolvem o uso das coleiras impregnadas com inseticida que protegem os cães em aproximadamente 60% dos casos e conferem uma proteção à população em até 92%. A conscientização e ação coletiva são essenciais para combater essa doença no Maranhão.
G1/MA
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