Na quinta-feira (25) e sexta-feira (26), a rede Justiça nos Trilhos
lança, respectivamente no Maranhão e Pará, a terceira edição da revista Não
Vale. A publicação trata sobre os impactos negativos da mineração para as
comunidades tradicionais e meio ambiente, na ótica das populações atingidas. No
Maranhão, o lançamento ocorre em Açailândia, às 19h00, na associação comercial
e industrial do município, a ACIA, localizada na rua Maranhão, bairro Getat, n°
1170.
Já no Pará, a revista será lançada na manhã do último dia de programação
do “Seminário Desastres da Mineração: Pará e Minas”, no Auditório Setorial
Básico I, da Universidade Federal do Pará (UFPA), campus do Guamá, em Belém. O
evento ocorre nos dias 25 e 26 de fevereiro. Para mais informações sobre o
seminário acesse: http://culturadigital.br/desastresdamineracao/
Sobre a revista Não Vale
A revista Não Vale é uma publicação bianual, que tem circulação
gratuita. Nasceu da necessidade de divulgar os impactos negativos da mineração
no Corredor Carajás, dando voz, principalmente, para as comunidades atingidas
pela mineração.
A primeira edição continha seis artigos, com os temas centrais:
Privatização da Vale; Mineração no Carajás: balanço de 30 anos; O segredo do
sucesso da Vale; Poluição da Vale em São Luís. A segunda edição
tinha seis artigos sob o tema “Duplicação do lucro privado e dos impactos
coletivos”. Acesse a primeira e a segunda edição.
A terceira edição, que será lançada nesta quinta (25), tem como tema
“Nos trilhos da resistência. Comunidades reagem aos impactos do projeto S11D”.
Traz artigos e reportagens sobre a resistência das comunidades, os impactos
negativos: atropelamentos, criminalização de lideranças e aumentos das
manifestações.
A Estrada de Ferro Carajás (EFC) corta municípios
do Maranhão e Pará e causa inúmeros transtornos à população que reside ao longo
da via férrea: atropelamentos, poluição ambiental e sonora, trepidação e
rachaduras das casas de moradores e etc.
Sobre a rede Justiça nos Trilhos (JnT)
A rede Justiça nos Trilhos surgiu
como uma campanha no final do ano de 2007, por iniciativa dos Missionários
Combonianos (congregação da Igreja Católica) que atuam em diversas regiões do
Estado do Maranhão. A campanha contou com a rápida adesão de outros grupos e
organizações, que continuaram trabalhando e hoje é conhecida como rede Justiça
nos Trilhos. A rede assume como prioridade a defesa do meio ambiente
e das populações ameaçadas na região amazônica, especialmente aquelas situadas
às margens da Estrada de Ferro Carajás. Direcionam atenção para os danos
causados aos povos indígenas e aos trabalhadores vítimas de exploração.
Trabalha no sentido de envolver prioritariamente três segmentos da sociedade:
os movimentos populares e a base da população, o meio acadêmico e as
instituições públicas locais. Atualmente a rede conta com uma equipe que
trabalha ativamente em parceria com diversas instituições e tem reconhecimento
internacional.
Justiça nos Trilhos - imprensa

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